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CABEÇALHO

As economias dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico avançaram apenas 0,3% no segundo trimestre, face ao trimestre anterior, que tinha tido também uma variação de 0,3% em cadeia.

As economias dos 38 países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) cresceram, no segundo trimestre, 0,3% face ao anterior, de acordo com a estimativa provisória divulgada esta segunda-feira, 29 de agosto, pela instituição. O crescimento em cadeia de 0,3% foi igual ao registado no trimestre anterior.

 

Os países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido) registaram um crescimento do produto interno bruto (PIB) em cadeia de 0,2%, quando no trimestre anterior o crescimento tinha sido nulo.

 

Os dados do segundo trimestre relativos ao crescimento económico na OCDE apesar de espelharem um abrandamento do crescimento económico, dão sinais contrários em relação ao desempenho das diferentes economias em análise numa altura em que os decisores políticos e monetários coçam a cabeça para perceber quais as medidas mais indicadas a tomar para enfrentar desafios como o da inflação.

 

"Por um lado, o PIB decresceu nos Estados Unidos e no Reino Unido (ambos com -0,1%), e o crescimento do PIB na Alemanha abrandou fortemente (0,1% face a 0,8% no trimestre anterior). Por outro lado, o PIB voltou a crescer no Japão e em França (0,5%) e acelerou em Itália (1%) e no Canadá (1,1%)", exemplifica a OCDE.

 

A Alemanha, porém, alcançou pela primeira vez o PIB pré-pandemia no segundo trimestre, ao passo que Itália superou-o no trimestre em questão. Segundo a OCDE, todos os países do G7 já igualaram, ou superaram, os níveis pré-pandemia de produto.

 

Com base nas estimativas das autoridades estatísticas dos diferentes países, a OCDE especifica que o crescimento francês deveu-se principalmente ao contributo das exportações líquidas.

 

No Reino Unido e nos Estados Unidos, o contributo positivo dado pelas exportações foi eliminado pela redução de stocks em ambos os países. Nos Estados Unidos pesou também a redução do investimento, ao passo que no Reino Unido foi a diminuição da despesa pública a responsável.

 

Na Alemanha foi "o contrário", segundo a OCDE. Naquele país "as exportações líquidas contribuíram negativamente para o crescimento do PIB (...) ao passo que a despesa privada e pública tiveram um impacto positivo".

 

Os países mais próximos da Ucrânia, invadida pela Rússia a 24 de fevereiro, viram fortes quebras no PIB no segundo trimestre, realça a OCDE "A Polónia passou de um crescimento de 2,5% no primeiro trimestre de 2022 para uma contração de 2,3% no trimestre seguinte", segundo a organização, ao passo que "a Letónia e a Lituânia também viram uma mudança de crescimento para contração do PIB (menos 1,4% e menos 0,4%, respetivamente)". Na Hungria, o crescimento económico abrandou de 2,1% para 1,1% no segundo trimestre,

 

Mesmo assim, o crescimento económico acelerou no segundo trimestre em algumas economias europeias como a dos Países Baixos (2,6%), Suécia (1,4%), Espanha (1,1%), Noruega e Dinamarca (0,7%), e a Finlândia (0,6%), especifica a OCDE.

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