NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Entre os países agora analisados, Portugal nem é dos que regista pior cenário. França (70 mil), Reino Unido (130 mil), Itália (250 mil) e EUA (mais 412 mil) mostram números mais elevados.

De acordo com as contas do World Travel & Tourism Council (WTTC), divulgado esta terça-feira, 2 de agosto, Portugal regista uma escassez de mão-de-obra, estimando a entidade internacional que faltam preencher cerca de 50.000 empregos no setor do turismo.

 

O estudo feito pelo WTTC, que analisou a escassez de mão-de-obra em Portugal, e outros destinos turísticos como França, Espanha, Reino Unido, Itália e EUA, revela que, no terceiro trimestre de 2022, o nosso país deverá precisar de 49.000 trabalhares para o setor do turismo, frisando que uma em cada 10 vagas deverão ficar por preencher este ano. No entanto, os números do WTTC salientam que Portugal deverá ser o país menos afetado com este problema entre os países analisados, já que em França faltam 70 mil trabalhadores, no Reino Unido 130 mil, em Itália 250 mil e nos Estados Unidos mais 412 mil.

 

Antes da pandemia (2019), indica o WTTC, Portugal empregava mais de 485.000 pessoas no setor do turismo, para, em 2020, perder mais de 80.000 empregos.

 

A entidade internacional do turismo refere que, no início de 2021, o nosso país registou uma recuperação, com os 32,6% de crescimento do setor a contribuir para a economia nacional. Contudo, aponta que a falta de pessoal prevalece, com milhares de vagas por preencher, “colocando pressão no sector”.

 

Segundo o WTTC, a indústria hoteleira é a mais afetada, com 13% das vagas (uma em oito) por preencher, enquanto o segmento de Food&Beverage terá 12% de pessoal a menos (também um em oito).

 

Para Julia Simpson, president e CEO do WTTC President & CEO, “o Governo português colocou sempre o setor do turismo na vanguarda da sua agenda”, salientando mesmo que “já está a “abordar esta questão com medidas estratégicas”, frisando que o Ministério responsável pelo turismo “é muito proativo e introduziu uma política flexível para atrair talento”.

 

“O futuro do turismo em Portugal parece brilhante e, para garantir uma recuperação total da economia e do setor, é preciso preencher essas vagas para garantir que Portugal possa responder à procura dos viajantes há muito esperada”, diz Julia Simpson.

 

De referir que, recentemente, o mesmo WTTC revelou que, em toda a União Europeia, existiam 1,2 milhões de empregos por preencher no setor do turismo, aviação, hotelaria, com as agências de viagens a serem as mais impactadas.

Partilhar