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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As exportações da fileira do pinho alcançaram um valor ‘recorde’ de 2.200 milhões de euros em 2021, o que representa um aumento de 25%, face ao ano anterior, anunciou hoje o Centro PINUS.

Em comunicado, o Centro PINUS – Associação para a Valorização da Floresta de Pinho referiu que estes resultados refletem a recuperação de vendas ao exterior, relativamente a 2020, ano em que se assistiu a uma queda de 140 milhões de euros (-7,5%).

 

Segundo a associação, para este crescimento contribuiu o contexto de aumento da procura de madeira e da resina natural como materiais sustentáveis, o aumento generalizado dos preços e o crescimento do mercado de construção e DIY (‘do-it-yourself’).

 

Os indicadores mostram também que, no segundo semestre de 2021, tornou-se “particularmente evidente o défice estrutural de madeira, tendo-se verificado um aumento da cotação da madeira e da resina, tendência que se prolongou em 2022 e se intensificou, particularmente, depois do início da guerra na Ucrânia”, apontou a PINUS.

 

De acordo com a associação, apesar de o crescimento de plantas certificadas no ano passado ter sido o maior dos últimos anos, com a certificação de 4,7 milhões de plantas, teria sido necessária a plantação de 10 milhões de plantas para evitar a perda de área de pinheiro-bravo.

 

Adicionalmente, em 2021, verificou-se um aumento de 19% do consumo de resíduos de madeira e de 2% no papel e cartão reciclados por empresas da fileira do pinho.

 

“A incorporação crescente de reciclados como matéria-prima é uma dinâmica de economia circular que contribui para atenuar o efeito do défice de madeira nos setores de painéis e papel de embalagem”, destacou a associação.

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