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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A Riopele continua a apostar no desenvolvimento de soluções sustentáveis, e acabou de criar um novo tecido produzido com matéria-prima reciclada com origem em desperdícios, agregando resíduos de cortiça.

A empresa explica que a nova proposta de produto envolveu diversos departamentos, sendo que a base criativa é a Tenowa (o acrónimo de “Textile No Waste”) que, na sua génese “quebra o sistema linear de produção”, na medida em que “os tecidos são produzidos de desperdícios têxteis, não existindo necessidade de utilizar apenas matérias-primas virgens”, destaca Albertina Reis, Diretora de I&D da Riopele.

 

Este tecido foi “desenvolvido no conceito economia circular, com matéria-prima reciclada com origem em desperdícios, fios e tecidos da empresa, agregando resíduos de cortiça proveniente da produção de rolhas de cortiça, habitualmente incinerado, versando uma produção de têxteis diferenciadores, inovadores e sustentáveis”, explica.

 

A Riopele desenvolveu este tecido em exclusividade par ao setor da mobilidade, sendo que, para além de uma “maior resistência (à abrasão, à formação do borboto e ao desgaste), apresenta estabilidade dimensional durante o processo de lavagem e secagem e propriedades antibacterianas”, explica o gestor de design João Amaral.

Este é também um passo nas novas apostas de segmentos da Riopele, tendo estendido o seu raio de ação nos têxteis técnicos para investir em áreas de negócio complementares como, por exemplo, a indústria automóvel e os segmentos profissional e militar.

 

João Amaral explica que uma das fortes apostas consiste na “introdução de uma visão de moda no setor da mobilidade”. “Temos realizado visitas e participado em reuniões com os principais fabricantes mundiais do setor automóvel, aos quais apresentamos as nossas propostas para projetos conceptuais e produção de pequenas séries".

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