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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A sueca Corpower já lançou ao mar, a 4 quilómetros da costa portuguesa, a âncora para a primeira unidade do projeto HiWave 5, que vai testar o aproveitamento de energia das ondas.

A sueca Corpower, juntamente com a Maersk e a Dieseko, instalaram em águas portuguesas a primeira âncora que fará parte do projeto de demonstração de energia das ondas HiWave 5.

A âncora foi submersa a 4 quilómetros da Aguçadora, na região Norte de Portugal, sendo um dos componentes do projeto HiWave 5, e servindo para fixar os conversores de energia das ondas que a Corpower irá testar.

 

De acordo com a Corpower, a solução técnica encontrada, com esta âncora, permite “reduções significativas de custos” e uma menor pegada ambiental em comparação com as colunas de fixação usadas em alguns projetos para produzir energia no mar.

 

O equipamento que funcionará como âncora pesa 43 toneladas, tem 1,6 metros de diâmetro e 24 metros de comprimento. Uma coluna de fixação convencional pesaria 153 toneladas, segundo o comunicado da Corpower.

 

Esta âncora irá fixar a primeira de quatro unidades de produção de energia das ondas previstas no projeto HiWave 5. Cada uma destas quatro unidades terá uma potência de 300 kW, o que dará ao parque de energia das ondas uma capacidade total de 1,2 megawatts (MW). A título de comparação, o primeiro parque eólico português no mar, o Windfloat Atlantic, ao largo de Viana do Castelo, tem uma capacidade instalada de 25 MW, repartidos por três aerogeradores.

 

Este projeto de demonstração de energia das ondas implica um investimento de 16 milhões de euros, que conta com financiamento Agência de Energia da Suécia e de fundos do programa Portugal 2020.

 

Com sede na Suécia, a Corpower tem também escritórios em Portugal, na Noruega e na Escócia.

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