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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Clientes de visto Gold estão a investir em cidades e vilas alentejanas, uma tendência que começa a consolidar-se, diz CEO da Home Tailors.

Conseguir um visto Gold através da aquisição de uma casa em zonas de alta densidade populacional como Lisboa e Porto passou a ser missão impossível desde janeiro deste ano, uma regra que já está a criar novas dinâmicas em localizações mais inesperadas como o Alentejo, por exemplo.

 

Na Home Tailors Real Estate, rede imobiliária direcionada para o mercado médio-alto e alto e onde a aquisição média ronda os 570 mil euros, acompanha-se esta nova tendência que se tem vindo a consolidar ao longo deste ano.

 

“Começam a surgir novidades para os Vistos Gold fora de Lisboa e do Porto. No Alentejo, por exemplo, em zonas interiores como Beja, Évora, Serpa ou outros locais históricos é possível obter um visto Gold por 350 mil euros (elegível devido à baixa densidade)”, refere David Carapinha, CEO da HomeTailors, acrescentando que a procura já está a ter impacto nos preços. “Há imóveis nestas zonas a duplicar de preço quando comparados com os valores pré-pandemia. Simplesmente ainda não chamam muito à atenção porque nada tem a ver com os valores praticados em Lisboa ou no Porto”, reforçou ainda o responsável, lembrando que a pandemia e o impulso dado ao trabalho remoto também criaram um inesperado estímulo nas zonas mais do interior.

 

“A realidade é que os promotores já estão a olhar para o interior com o foco nos Golden Visa e começam agora a surgir os primeiros empreendimentos nestas regiões do país direcionados para este segmento”, diz o CEO da Home Tailors, acrescentando que são pessoas que “querem concretizar a obtenção de um Golden Visa e também morar em Portugal, mas que já não conseguem fazê-lo em Lisboa ou no Porto”.


Projetos para estrangeiros “e também promovidos por grupos imobiliários internacionais que estão a apostar nestas zonas”, sublinha o responsável. “São condomínios de luxo que podem permitir a exploração turística mas também a habitação permanente, um pouco como se fazia nos bairros históricos de Lisboa só que agora numa realidade mais para o interior”.

Segundo dados do SEF, o valor de investimento captado com os vistos Gold no primeiro semestre deste ano subiu 33% face a igual período do ano passado, excedendo os 316 milhões de euros tendo sido atribuídos 649 vistos em seis meses.

 

Home Tailors em expansão

Fundada em 2017 com o foco no mercado para a classe média alta, a HomeTailors tem agências em Lisboa, Mafra, Ericeira, Sesimbra e Braga – e nos primeiros três anos cresceu de forma sustentada, com taxas de crescimento na ordem dos 25% ao ano. Com a pandemia, porém, a procura disparou, disparando também a faturação da empresa, um resultado alicerçado nas novas exigências habitacionais trazidas pela pandemia e pelo posicionamento da empresa junto do segmento médio-alto, mais imune a instabilidades do mercado.

 

Este ano, no primeiro semestre, a consultora viu a sua faturação crescer 30% ao ultrapassar os 57 milhões de euros, com os estrangeiros a representar 55% do total de clientes, com os portugueses a absorverem uma fatia de 45%. “A maioria dos nossos clientes estrangeiros, cerca de 70%, não são Golden Visa, não compram apenas para investimento, eles querem mesmo residir em Portugal”, assegura David Carapinha, acrescentando que no Top 3 dos clientes da Home Tailors surgem os brasileiros, seguidos dos americanos e franceses.

 

O plano de franchising da rede passa por abrir até ao final do próximo ano 30 agências no território nacional.

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