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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Mais de 200 expositores da África do Sul, Alemanha, China, Namíbia, Itália, Japão, Polônia, Portugal e Turquia, que actuam em vários segmentos da economia, expõem na 37ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), diferentes tipos de produtos e serviços, com o objectivo de encontrarem potenciais parceiros de negócios e promoverem a imagem das suas empresas no mercado angolano.

Das empresas internacionais que expõem na Filda, destaca-se as da República da China, que actuam no mercado angolano, nos sectores da construção civil e nas telecomunicações. Este país asiático tem sido um dos principais parceiros de Angola no fomento das trocas comerciais.

No ano passado, as trocas comerciais entre Angola e a China aumentaram em 23,9 por cento, no primeiro, para 10,550 milhões de dólares, o equivalente a 6,6 mil milhões de kwanzas. Em 2020, verificou-se uma queda acentuada nas trocas comerciais que se situam em 32 por cento.

 

Para Angola, a China exportou produtos avaliados em 1,3 mil milhões de dólares, um crescimento de 50 por cento, verificado no mesmo período homólogo, seguindo-se de Portugal que expõe na feira com empresas que actuam principalmente nos sectores da construção civil, imobiliário, telecomunicações, restauração, hotelaria e na prestação de serviços.

 

Em 2020, Portugal exportou para o mercado angolano vários produtos, com destaque para máquinas e aparelhos, produtos agrícolas, químicas, produtos alimentares, avaliados em 547,6 milhões de Euros, que representaram 63 por cento das exportações. No mesmo período, as exportações de Angola para Portugal situam-se em 384,5 milhões de Euros, com destaque para o petróleo, produtos agrícolas, madeira, cortiça e seus derivados, representando 98,8 por cento das exportações.

 

A África do Sul, que tem sido um dos maiores países africanos que mais importa o petróleo angolano, participa na Filda com 18 empresas, para encontrarem novos parceiros para o aumento do volume das trocas comerciais. No ano passado, o volume das trocas comerciais entre Angola e a África do Sul atingiram 230 milhões de rands, com a importação e exportações de bens diversos.

 

Numa ronda efectuada em alguns stands dos investidores internacionais, a equipa de reportagem do Jornal de Angola, ouviu alguns expositores para saber como está a ser a promoção dos seus produtos e serviços no evento. Para alguns expositores, a Filda representa uma "janela" de oportunidades de negócios e de encontrar potenciais parceiros para promoção dos seus produtos no mercado angolano.

 

De acordo com o empresário português, Carlos Nogueira, do Grupo Plastidom, o objectivo da empresa participar na Filda é fomentar o negócio e a procura de parceiros sérios em Angola.

 

"Estamos na Filda à procura de novas oportunidades de negócios e vermos a possibilidade de produzirmos em Angola os bens que temos estado a comercializar neste país. Temos uma gama variada de produtos, desde artigos domésticos e industriais, que são utilizados em várias indústrias, como da agricultura, pescas, fruticultura e agroindustria”, referiu.

 

Para o empresário italiano, Tomás Teofilo, da empresa Teofilo Alumínio Solutions, que se dedica no fabrico de portas, janelas de alumínio e vidros de alta qualidade, com preços competitivos, a presença da sua firma no evento é de encontrar novos parceiros africanos.

 

"Temos um representante em Angola, mas queremos ter mais. Queremos igualmente encontrar parceiros em outros países africanos, porque o nosso objectivo é termos representantes para passarmos a enviar produtos de Itália semi-trabalhado e serem finalizados em Angola”, disse.

 

O investidor italiano, Renzo Modenese, responsável da empresa Modenese Interior, que produz móveis de luxo para interior de residências, destacou que a Filda é uma via para expandir os negócios da sua organização no mercado angolano. 

 

O jovem empresário sul-africano, Ayrton Canje, da empresa Isivuvu, que presta serviços a indústria petrolífera, disse que está na Filda para criar parceiros estratégicos de negócios. "Ainda não temos filiais em Angola, mas primeiro, queremos criar parceiros estratégicos e promover a imagem da nossa empresa para podermos avançar na comercialização dos nossos produtos e serviços”, referiu.

 

A secretária executiva da embaixada da Polónia em Angola, Isabel Manuelzua, disse que  Polónia está representada por 14 empresas, que actuam nos ramos da agricultura, produção de alimentos, como chocolate, na importação e exportação de produtos diversos.

 

"Recebemos, este ano, 14 empresas polacas que estão interessadas em investir em Angola, nas áreas  da agricultura, agropecuária, produção de alimentos, importação e exportação de produtos. O nosso objectivo é promover as oportunidades de negócios entre os investidores polacos e angolanos em diversas áreas da economia”, disse.

 

A presente edição da Filda que decorre sob o lema "Tecnologias Disruptivas como Factor de Desenvolvimento da Economia”, tem como principal objectivo fomentar as inovações tecnológicas para aumentar a produtividade das empresas e instituições. 

 

A 37ª edição da Filda é uma janela de oportunidades única para as empresas nacionais e para Angola, uma vez que representa uma plataforma internacional para mostrar a afirmação das capacidades de inovação, produção de bens e serviços, descobrindo talentos, promoção de negócios, partilha de visões estratégicas empresariais, bem como a identificação de novos mercados, numa altura em que já se assiste a um novo paradigma de relocalização global das cadeias de valor.

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