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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O crescimento das plataformas de entregas ao domicílio não passou ao lado do Stoneweg, fundo imobiliário suíço que decidiu investir 100 milhões de euros em “dark stores” da Glovo. Estes são espaços que funcionam como centros de distribuição para negócios online, ou seja, uma espécie de armazéns nos centros das cidades para agilizar os processos logísticos.

Segundo o jornal La Vanguardia, Portugal é um dos países abrangidos por este investimento, a par de Espanha, Itália e Roménia. A Glovo deverá, por isso, reforçar a sua oferta nas entregas de diferentes categorias, reduzindo o foco no sector da restauração – que tem como ponto de partida as cozinhas dos próprios restaurantes. A mesma publicação descreve esta aposta como uma ameaça a outros gigantes como Amazon ou Alibaba.

 

Em comunicado, o Stoneweng informa que os 100 milhões de euros serão utilizados para comprar e renovar armazéns à medida das necessidades da Glovo. A médio/longo prazo, a ideia será arrendar esses mesmos espaços.

 

Numa primeira fase, o fundo imobiliário pretende aumentar de 18 para 100 o número de dark stores da Glovo nos vários mercados europeus onde está presente. Neste momento, a plataforma de delivery conta com armazéns deste tipo em Lisboa, Barcelona, Madrid e Milão. Um dos novos destinos será o Porto, a que se juntam também Sevilha, Valência e Saragoça.

 

O La Vanguardia avança ainda que a maior parte do investimento terá como foco a categoria de supermercado: a Glovo quer encher os armazéns de artigos genéricos que poderão estar à disposição dos clientes 24 horas por dia (desde que as restrições da pandemia assim o permitam). Parte desses armazéns será dedicada também a pequenos negócios.

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