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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O investimento norte-americano captado através dos vistos 'gold' totalizou 73 milhões de euros este ano, acima dos 65 milhões de euros registados pela China, de acordo com dados do SEF pedidos pela Lusa.

Estes dados demonstram um abrandamento do investimento de origem chinesa angariado através da Autorização de Residência para Investimento (ARI), já que a China tem ocupado o primeiro lugar da lista de nacionalidades que mais investem através deste programa, lançado em outubro de 2012.

 

Entre janeiro e agosto, os Estados Unidos ultrapassaram a China e somam um investimento de 73,2 milhões de euros, com um total de 145 vistos 'gold' atribuídos. No mesmo período, a China contabiliza um investimento de 65 milhões de euros e 134 ARI.

 

O investimento norte-americano mais do que duplicou face aos 25,1 milhões de euros (47 vistos 'gold) registados nos primeiros oito meses de 2021 e o chinês caiu 38% (106,1 milhões de euros e 208 ARI).

 

Só no mês de agosto, o investimento dos Estados Unidos somou 5,8 milhões de euros e um total de 10 ARI atribuídas, mais 32% do que no período homólogo do ano passado (4,4 milhões de euros e nove vistos 'gold').

 

Por sua vez, o investimento chinês em agosto ascendeu a 8,8 milhões de euros (19 ARI), uma queda de 4% face aos 9,2 milhões de euros um ano antes (também 19 ARI).

 

Contudo, a China continua liderar, no acumulado, na lista de investimentos por nacionalidades.

 

Desde que o programa de ARI foi lançado, há quase 10 anos, o montante investido por cidadãos chineses soma mais de 2.913 milhões de euros, com um total de 5.168 vistos 'gold' atribuídos.

 

Já os Estados Unidos contabilizam, no acumulado, um investimento de 268,2 milhões de euros e 466 vistos 'dourados' atribuídos.

 

Do total das ARI atribuídas, mais de 250 foram por via do critério de aquisição de bens imóveis de valor igual ou superior a meio milhão de euros e 97 para reabilitação urbana.

 

Foram ainda atribuídos dois vistos por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho: um em 2019 na área de consultoria em informática e outro este ano para produção, distribuição, venda e 'marketing' de barcos (de lazer a competição), e respetivos acessórios, outros produtos náuticos e desportivos e a organização de competições, eventos e serviços relacionados, gestão de frotas e outros serviços de consultoria empresarial.

 

A maior parte do investimento oriundo da China é na área do imobiliário.

 

Nos primeiros oito meses deste ano foram atribuídos 806 vistos 'gold'.

 

Desde que o programa de concessão de ARI foi lançado, em outubro de 2012, foram captados por via deste instrumento 6.497.529.571,45 euros. Deste montante, a maior parte corresponde à compra de bens imóveis, que totalizava em agosto 5.830.483.944,06 euros, sendo que a aquisição para reabilitação urbana somava a 478.605.620,84 euros.

 

O investimento resultante da transferência de capitais é de 667.045.627,39 euros.

 

Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 11.060 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018, 1.245 em 2019, 1.182 em 2020, 865 em 2021 e 806 em 2022.

 

Em quase 10 anos de programa (desde outubro de 2012) foram atribuídos 10.222 vistos por via de compra de imóveis, dos quais 1.338 tendo em vista a reabilitação urbana.

 

Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos foram 816 e por criação de postos de trabalho 22.

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