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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

As empresas PME Líder exportadoras, selo de reputação do IAPMEI e do Turismo de Portugal que distingue as PME nacionais com desempenhos superiores, tiveram 26,6% de exportações no total de volume de negócios, no valor de 7,38 mil milhões de euros, de acordo com o Barómetro PME Líder 1000 maiores exportadoras, uma análise da Iberinform numa parceria com a PME Magazine. Das 11.208 empresas com o estatuto de PME Líder, 5.785 PME são exportadoras.

A Casa Santos Lima, empresa dedicada à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses, é a segunda PME Líder no ranking das 1000 PME exportadoras, com um volume de faturação de cerca 58 milhões de euros e um valor de exportação de cerca de 47 milhões, em 2021, revelou Luís Santos Lima Oliveira da Silva, em declarações à PME Magazine.

A empresa de vinhos exporta para vários países, sendo os principais Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, EUA, Finlândia, Noruega, Reino Unido, Rússia e Suécia.

 

“A empresa trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma, e com mais de 400 hectares de vinha, produz vinhos de grande qualidade, tendo sido considerada várias vezes como a produtora com melhor relação preço-qualidade nos seus produtos, exportando cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes”, revela Luís Santos Lima Oliveira da Silva, em declarações à PME Magazine.

 

Ainda assim, as indústrias que mais contribuíram para as exportações das PME Líder foram a indústria têxtil e do vestuário (15,6%), a indústria do couro e do calçado (7,6%) e o comércio (15,2%).

 

As maiores taxas de exportação foram das indústrias de couro e calçado (77,8%), a de têxtil e vestuário (63%), a de moldes metálicos (67,7%), a de cortiça (64,2%) e a do mobiliário (51,9%).

 

Na sua maioria, as indústrias portuguesas exportam para países da União Europeia, sendo que estes representam cerca de 74% do total das exportações.

 

A balança comercial, resultante da diferença entre os valores das exportações e importações, revelou que, em 2020, a indústria do couro e do calçado, assim como a indústria têxtil e vestuário foram as que maior contribuição direta deram, cerca 71,3%, o que representa 1,32 mil milhões de euros de superavit das empresas PME Líder.

 

Além das indústrias mencionadas acima, destaca-se ainda a contribuição para a balança comercial da indústria dos produtos metálicos (incluindo os moldes metálicos) em 24,3% e a indústria de construção em 12,5%.

 

Norte lidera na exportação de indústrias

 

A região Norte é responsável pela maioria das exportações das indústrias. De acordo com os dados do INE, esta região emprega 410 mil pessoas na indústria, daí ser natural a forte expressão desta região a este nível, sobretudo na indústria do vestuário e do calçado.

 

Os distritos que têm maior peso nas exportações a nível da indústria têxtil e de vestuário são Braga (20%) e Porto (23,6%), e a nível do couro e do calçado são Aveiro (15,8%) e Porto.

 

Os maiores contributos diretos para a balança comercial vêm precisamente dos distritos de Braga (41,6%), Aveiro (24,7%) e Porto (19,6%), dada a elevada presença de fábricas nestes distritos.

 

O ano de 2021 reflete os efeitos da pandemia no volume de negócios, sobretudo, no setor do alojamento e restauração (-51,6%), na indústria dos moldes metálicos (-15,9%) e na indústria do couro e calçado (-12,3%).

 

Contudo, houve indústrias que registaram variações positivas, nomeadamente, a indústria química (12,8%), a agricultura, silvicultura, pesca e aquicultura (8,8%) e a extração de outros minerais não metálicos (mármores, granitos, calcários, entre outros). No seu todo, as PME Líder que exportaram registaram uma rendibilidade económica de 12% e uma produtividade dos empregados equivalente em 1,71 euros de valor acrescentado por cada euro de valor de empregados, superiores ao total das PME Líder.

 

As rendibilidades económicas mais baixas verificaram-se precisamente nas atividades económicas mais afetadas pela pandemia, como foi o caso do alojamento e restauração (2,8%), que inclusive obtiveram resultados líquido de impostos negativos, da indústria do couro e calçado (8,4%) e do comércio (8,9%) – este último com um impacto mais suavizado dado o elevado consumo alimentar nos períodos de confinamento.

 

Funchal (-15,4%), Faro (-10,2%) e Lisboa (-5%) foram as zonas que obtiveram os indicadores económico-financeiros mais negativos, tendo em conta a forte dependência do turismo que alimenta não só o setor do alojamento e da restauração assim como o comércio.

 

No conjunto, estes três distritos registaram os maiores impactos na quebra do resultado líquido, menos 36 milhões de euros, em contraste com os distritos de Porto e Braga, que registaram um aumento, no seu conjunto, de 38,9 milhões de euros.

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