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As medidas de apoio à economia que vão ser amplamente financiadas pelos fundos europeus "não devem ser retiradas de forma prematura", mesmo no caso dos países com maiores desequilíbrios, como Portugal e outros mais dependentes do turismo e das viagens, assinalou ontem o comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, no final da primeira reunião do Eurogrupo em 2021, o conselho que reúne os ministros das Finanças da zona euro.

O debate de ontem, conduzido em modo de videoconferência, centrou-se sobretudo nos planos de recuperação e resiliência, que são as propostas dos governos de cada país para gastar as verbas europeias ao longo dos próximos anos.


No entanto, "a resposta a esta crise não pode assentar num regresso prematuro à normalidade [anterior à pandemia]", mesmo no caso de países com maiores desequilíbrios e mais dependentes do turismo, frisou Gentiloni. Portugal é um deles.

O comissário deu mais detalhes. Observou que as verbas desse mega fundo não estão disponíveis para já e revelou o seu calendário e alguns obstáculos. Os esta- dos-membros ainda não ratificaram a decisão sobre os recursos próprios da União Europeia e isso impede a Comissão de ir aos mercados buscar o necessário financiamento (emissão de dívida, basicamente).


Além disso, explicou Gentiloni, mesmo cumprindo o calendário sem ressaltos, o dinheiro, e apenas uma pequena parte, só chegará aos países "no próximo verão", isto se tudo correr como deseja a Comissão Europeia.


"Assim que o regulamento [da facilidade europeia] entrar em vigor, na segunda quinzena de fevereiro, os Estados-membros poderão começar a apresentar formalmente os seus planos à Comissão", adiantou.

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