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CABEÇALHO

O valor compara com o resultado positivo de 81,4 milhões de euros obtido pela instituição financeira no mesmo período do ano passado.

Os lucros do Banco Santander Portugal triplicaram para 241,3 milhões de euros no primeiro semestre. Um valor que compara com o resultado positivo de 81,4 milhões de euros obtido pela instituição financeira no mesmo período do ano passado.

 

Este resultado “incorpora um encargo extraordinário, no valor de 164,5 milhões de euros (líquido de impostos), registado no primeiro trimestre, para fazer face ao plano de transformação em curso, com a otimização da rede de agências e investimentos em processos e tecnologia”, indica o banco num comunicado divulgado esta quinta-feira.

 

“Os resultados do primeiro semestre são muitos bons. Têm uma série de indicadores que mostram que estamos preparados para esta fase”, afirmou Pedro Almeida e Castro, CEO do Santander Portugal, na conferência de imprensa de resultados .

 

Neste período, o produto bancário recuou 14,5% para 612,9 milhões de euros, uma descida explicada pela evolução dos resultados em operações financeira, que diminuíram 94% face ao período homólogo, “quando tinham atingido um valor muito elevado, fruto da gestão da carteira de títulos”.

 

A margem financeira caiu 3,4% face ao período homólogo, para 370 milhões de euros, refletindo, “por um lado, o contexto concorrencial competitivo, que continuou a pressionar em baixa os spreads do crédito e, por outro lado, a a alteração da composição relativa da carteira de crédito, fruto do maior dinamismo do crédito hipotecário”.

 

Já as comissões líquidas cresceram 17,9% para 239,5 milhões de euros. Uma evolução que o banco diz refletir o “dinamismo na concessão de crédito, em especial hipotecário, bem como o foco na estratégia de proteção, destacando-se a distribuição de seguros autónomos de risco, com destaque para a oferta de seguros auto para particulares e empresas”.

 

Por outro lado, os custos operacionais caíram 14,6% para 242,6 milhões de euros, face ao período homólogo, devido a uma redução nos custos com pessoal de 17,7%. Durante o ano de 2021, o banco implementou um plano de transformação que levou a uma redução da sua estrutura. Foram encerradas sete agências e a equipa “encolheu” em 109 pessoas. “Este processo está concluído, está fechado”, disse o CEO do banco.

 

A imparidade líquida de ativos financeiros ao custo amortizado ascendeu a 1,2 milhões de euros, que compara com -68,8 milhões no período do ano passado, à boleia de uma “melhoria das condições económicas”.

 

A carteira de crédito cresceu 0,5% para 43,6 mil milhões de euros, com o crédito à habitação a aumentar 6,8% para 22,7 mil milhões de euros. Por outro lado, os recursos de clientes alcançaram os 47,8 mil milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 4,9% face ao final de junho de 2021.

 

O rácio de Non-Performing Exposure (NPE) reduziu-se para 2,2%. O banco afirma que o fim das moratórias continua a não resultar numa deterioração da qualidade do crédito.

 

O rácio de capital CET totalmente implementado fixou-se nos 21,4%, ou seja, recuou 0,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2021, “refletindo a capacidade de geração orgânica de capital” e a “gestão dos ativos ponderados pelo risco”. Face ao final de 2021, o rácio diminuiu 3,8 pontos percentuais depois de a instituição financeira ter retomado o pagamento de dividendos em 2022.

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