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CABEÇALHO

2020 foi o “terceiro melhor resultado de sempre em termos de movimentação de contentores” em Sines, diz a administração portuária local, esclarecendo que “na carga contentorizada importa destacar o aumento do volume relacionado com o hinterland, que representa já mais de 442 mil TEU”.

O Porto de Sines encerrou 2020 com um “aumento da carga contentorizada de 13% em relação ao ano anterior”, revela a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), destacando ainda o ligeiro aumento no movimento de produtos petrolíferos no segmento dos granéis líquidos e um resultado negativo nos granéis sólidos que já é uma consequência do encerramento das centrais a carvão.

 

No entanto, este foi o “terceiro melhor resultado de sempre em termos de movimentação de contentores, com a particularidade de ter sido alcançado num contexto pandémico, em que as projeções mundiais apontam para um decréscimo neste segmento”, adianta a APS, esclarecendo que “na carga contentorizada importa ainda destacar o aumento do volume relacionado com o hinterland, que representa já mais de 442 mil TEU (medida-padrão para um contentor de vinte pés), demonstrando a crescente importância de Sines nos fluxos de importação e exportação das empresas”.

 

No segmento dos “granéis líquidos registou-se um ligeiro crescimento de 1% em relação a 2019, para um total de 21,5 milhões de toneladas”, refere a APS. Neste segmento, assumem especial relevância a “receção de mais de 8,3 milhões de toneladas de crude para abastecimento da refinaria de Sines, a movimentação de 7,3 milhões de toneladas de refinados (gasolinas, gasóleos e similares), na sua maioria para exportação, e ainda a receção de mais de 4 milhões de toneladas de Gás Natural Liquefeito (GNL), que representam mais de 90% das necessidades do país em gás natural”, detalha a administração portuária.

 

O segmento dos “granéis sólidos apresentou um resultado negativo, com uma quebra de 80% da movimentação, explicada pelo anunciado encerramento das centrais termoelétricas a carvão”, diz a APS. A quebra na movimentação deste mineral insere-se no âmbito do plano de descarbonização da economia, que tem tido impacto na movimentação do Porto de Sines nos últimos anos e que, “em 2020, representou menos 2,5 milhões de toneladas movimentadas”, adianta.

 

“Na soma dos três segmentos de carga, o Porto de Sines encerrou o ano com uma movimentação total de 42,2 milhões de toneladas em todos os terminais portuários, refletindo um crescimento de 1% face ao ano transato”, informa a APS.

 

“2020 foi também o ano em que o Porto de Sines apresentou o novo plano estratégico, orientado para o reforço da centralidade e da conectividade assente num modelo de gestão de rede ou de coordenação do sistema, e um compromisso firme com a sustentabilidade ambiental e social, preparando o porto para um futuro cada vez mais moderno, inovador, digital e eficiente”, diz a autoridade portuária, reconhecendo que “2020 foi um ano diferente de todos os outros”.

 

“O contexto pandémico em que vivemos obrigou as empresas a adaptarem-se a novas realidades e a encontrar novas soluções para servir os clientes. Os resultados positivos alcançados pelo Porto de Sines, tanto na movimentação total como, particularmente, na carga contentorizada, demonstram a capacidade e resiliência de todos os que trabalham nesta infraestrutura portuária e que garantem uma resposta adequada às necessidades das empresas localizadas do hinterland, tanto em Portugal como em Espanha”, remata a APS.

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