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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Atualmente, o número de alternativas de pagamento para além do dinheiro físico, como os cartões de crédito, o pagamento por aplicações ou o telemóvel, estão a aumentar e a ganhar terreno às conhecidas moedas e notas.

No entanto, explica o ‘elEconomista’, há dados que revelam que, apesar do aparente aumento de outras formas de pagamento, o dinheiro físico continua a aguentar-se. Segundo o Banco Central Europeu (BCE), quase metade de todos os pagamentos, 48%, são feitos através de notas. Já nos Estados Unidos, a Reserva Federal dos EUA deu conta que o dinheiro em circulação atingiu mesmo um máximo histórico.

 

Há países a debater este assunto, sendo que algumas economias estão a testar fórmulas de passar a um modelo totalmente digital. O site espanhol fez uma lista com os casos onde o dinheiro pode estar prestes a desaparecer.

 

Suécia:

Apesar de ter o banco central mais antigo do mundo, tem liderado o caminho para acabar com o dinheiro físico desde o início da última década. Entre o período de 2011 a 2020, os cidadãos suecos reduziram a utilização de dinheiro de 39% para 9%. Com empresas, bancos e outras instituições a recusar-se a aceitar pagamentos em moedas ou notas, a Suécia estaria totalmente pronta para não ter dinheiro, não existissem zonas rurais a resistir ao seu desaparecimento.

Com isto, o Governo da Suécia está ao mesmo tempo a tentar que a transição não seja tão rápida, através de pedidos para que cidadãos guardem dinheiro em casa.

 

Noruega:

O Norges Bank, o banco central do país, revelou dados que os noruegueses só utilizam notas ou moedas para entre 3 e 4% das suas transações, e a falta de liquidez física no país está a causar preocupações, pelo que apesar de estarem prestes a alcançar a digitalização total, estão a tentar travar esse acontecimento.

Já houve queixas na Agência Norueguesa do Consumidor sobre a impossibilidade de pagar bilhetes de autocarro ou cafés com dinheiro em plena capital e a Associação dos Reformados do país também tem alertado para as preocupações que isso traz à população menos digitalizada.

 

Países Baixos:

É um dos países, não só da Europa mas do mundo, com a maior evolução neste aspeto, sendo que apresenta uma percentagem de pagamentos em numerário abaixo dos 24%, comparando com 52% em 2005, 40% em 2011 e 30% em 2015.

Dados da Associação Holandesa de Pagamentos mostram que a utilização de cartões para pagamentos supera agora os 75% e os pagamentos móveis registaram um aumento de 30% no ano passado.

Neste caso, os bancos são os maiores impulsionadores da digitalização total de forma a poupar custos em balcões e caixas multibanco. Nos Países Baixos, 89% dos clientes são já digitais, em comparação com a média europeia de 60%.

 

China:

O país está a tornar-se tão digitalizado neste sentido que o Banco Popular da China está a implementar multas a instituições públicas e privadas que se recusem a aceitar pagamentos em dinheiro, de forma a “proteger os direitos dos cidadãos à utilização de dinheiro líquido”.

A última sondagem do banco central da região dá conta de que 66% dos pagamentos na região são feitos através do telemóvel, face à percentagem de 23% referente ao numerário. Neste caso, há ainda uma percentagem mais pequena de pagamentos em cartão: apenas 7% das transações.

 

Coreia do Sul:

Desde 2016 que o país está a tentar digitalizar os pagamentos, pelo que o dinheiro em circulação representa apenas 40% do total, um valor que é um mínimo histórico. Do total de transações no país, apenas 17% é feito em dinheiro físico.

 

Canadá:

No país liderado por Justin Trudeau, a empresa Visa afirmou que os cidadãos “estão prontos a deixar de utilizar dinheiro” porque o Canadá tem “uma das maiores penetrações de pagamentos com cartão de crédito do mundo (70%)”. Em termos de percentagem, das transações totais, apenas 17% foram feitas com dinheiro físico em 2021. Os cartões representam 60% das transações e os pagamentos eletrónicos 12%.

 

Austrália:

O mais recente relatório do The Global Payments explica que o país está a acelerar a transição para o dinheiro físico representar apenas 2% de todas as transações até 2025. Já os dados do banco central do país mostram que a proporção de pagamentos em dinheiro caiu de cerca de 75% em 2007 para cerca de 30% em 2019.

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