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A Partex, foi criada em 1939 por Calouste Gulbenkian e participou nos grandes projetos do desenvolvimento da indústria no Médio Oriente. Após o processo da venda da Partex aos chineses da CEFC ter falhado no ano passado, devido a questões de idoneidade do potencial comprador, a Fundação concretiza agora a venda da gestora de ativos petrolíferos por cerca de 555 milhões de euros.

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou esta segunda-feira que chegou a acordo com a tailandeses da PTT Exploration and Production  (PTTEP) para vender a gestora de ativos petrolíferos Partex por 622 milhões de dólares (cerca de 555 milhões de euros).

 

A Partex, foi criada em 1939 por Calouste Gulbenkian e participou nos grandes projetos do desenvolvimento da indústria no Médio Oriente. Além de continuar a deter participações minoritárias em projetos de gás em Abu Dhabi e no Omã, a empresa tem também posições no campo petrolífero gigante de Dunga, no Cazaquistão, no bloco 17/06 em Angola e nas bacias de Potiguar e Sergipe-Alagoas, no Brasil.

 

“A operação terá um valor de 622 milhões de dólares, sujeita aos ajustes habituais nestas transações”, referiu a Fundação Gulbenkian, em comunicado, adiantando que o  acordo seguirá agora o habitual processo de autorizações, que deverá estar concluído até final do ano.

 

O acordo foi assinado pela presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, e pelo presidente e CEO da empresa, Phongsthorn Thavisin.

 

A PTTEP é uma empresa pública, cotada na Bolsa da Tailândia, que integra os índices Dow Jones Sustainability. A operar desde 1985, tem 46 projetos petrolíferos em 12 países espalhados pelo mundo, explica o comunicado.

 

“Esta transação marca uma reconfiguração da base de ativos da Fundação que é investido com o objetivo principal de obter um rendimento atrativo a longo prazo”, refere a Fundação Calouste Gulbenkian. “A recomposição reforçará a diversidade dos seus investimentos e impacto social, em linha com a natureza filantrópica das suas atividades”.

 

A 15 de fevereiro deste ano, Carlos Costa Silva, CEO da Partex, disse em entrevista ao Jornal Económico que apesar do processo da venda da Partex aos chineses da CEFC ter falhado no ano passado, devido a questões de idoneidade do potencial comprador, a Fundação Calouste Gulbenkian não desistiu do objetivo estratégico de alienar a gestora de ativos petrolíferos.

 

Nessa altura, Costa Silva sublinhou que a Partex “é uma noiva apetecível e este processo tem confirmado isso”, e que havia mais de três interessados na compra. Segundo o gestor, o processo de entrega de propostas deveria decorrer até final de março, com a escolha do comprador prevista para ser concluído ainda no primeiro semestre.

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