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Liqui.do, que disponibiliza opções de aluguer de equipamentos a pequenas e médias empresas, quer usar o financiamento para alargar a equipa, entrar em novos mercados como França e Itália e apostar no desenvolvimento da plataforma, da tecnologia e do produto.

Foi com a consciência dos desafios que as pequenas e médias empresas (PME) enfrentam que nasceu, em 2015, a Liqui.do.

 

“A grande maioria das PME necessita de equipamentos novos e modernos para fazer crescer o seu negócio, mas têm também, muitas vezes, acesso dificultado a financiamento”, explica ao Expresso Sérgio Nunes, presidente executivo da empresa portuguesa que disponibiliza uma plataforma automatizada com opções de renting (aluguer) de equipamentos.

 

Quatro anos depois de ter nascido, a startup portuguesa obtém agora um financiamento no valor de 150 milhões de euros da Goldman Sachs Private Capital, o braço de investimento do grupo norte-americano que financia a longo prazo startups e empresas de média dimensão nos Estados Unidos, Europa e Israel.

 

Destes, apenas 50 milhões estão já disponíveis - estando os restantes 100 milhões dependentes da concretização de determinadas condições que a empresa não especifica.

 

Um dos objetivos do financiamento captado passa por alargar a gama de equipamentos alugados pela Liqui.do às PME, que recorrem à startup para alugar tanto material específico para a sua atividade (por exemplo, uma cadeira de dentista ou uma máquina de montar pneus) como equipamento mais transversal (computadores portáteis, impressoras de escritório, entre outros).

 

“Os equipamentos de tecnologias de informação e de impressão são os que representam a maior fatia dos nossos contratos de aluguer”, partilha o responsável da empresa, acrescentando que a Liqui.do tem já “uma quota interessante” no sector das oficinas automóveis. “Estamos a alargar cada vez mais a nossa atuação, para que empresas de áreas tão diversas como o sector agrícola ou médico - passando pelo fitness, estética ou construção civil, entre outros - possam também recorrer ao renting com maior frequência.”

 

Só no ano passado, a Liqui.do adquiriu 20 milhões de euros em equipamentos, alcançando um crescimento de 150% face ao ano anterior. A expetativa para este ano é chegar aos 50 milhões de euros.

 

Rumo a França e Itália

 

Com escritórios em Lisboa, Porto e Madrid, a Liqui.do quer inaugurar espaços “em novas cidades” e, em particular, em França e Itália.

 

O capital servirá também para alargar a equipa da empresa, que tem atualmente 28 pessoas e quer contratar 20 novos profissionais para a área comercial e de desenvolvimento de software.

 

A startup quer ainda apostar no desenvolvimento da plataforma, tecnologia e do produto. “A nossa plataforma já consegue, em poucos segundos e sem necessidade de documentação adicional, aprovar linhas de financiamento até 100 mil euros para aluguer de equipamentos”, garante Sérgio Nunes. “Queremos continuar a apostar na inovação, agilidade e segurança.”

 

Ao nível do produto, a ideia é introduzir novas soluções - com recurso à automação dos processos, design thinking e inteligência artificial - que simplifiquem o trabalho dos 4.500 parceiros que a Liqui.do tinha no ano passado.

 

Soluções que podem ir desde o rent-back, em que a Liqui.do compra o equipamento ao cliente e o aluga à mesma empresa para libertar capital, à criação de uma plataforma B2B (negócio a negócio), para permitir às PME identificarem imediatamente os fornecedores de equipamento e fecharem contratos online.

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