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AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A 1 de julho de 2020, entrou em vigor o tratado de comércio entre o México, EUA e Canadá, T-MEC, na sigla mexicana, que vem substituir o NAFTA, e com este, oportunidades para as empresas portuguesas.

Este acordo vem fortalecer as cadeias de valor norte-americanas, intensificando as trocas comerciais entre os três países e a exportação da região para o resto do mundo.

 

Uma das alterações com maior impacto, é a obrigatoriedade de maior conteúdo regional, numa fase inicial de 62,5 por cento mas que poderá chegar aos 75 por cento. Se esta medida, por um lado, pode prejudicar, a médio prazo, as exportações portuguesas de bens intermédios das cadeias de valor das indústrias da América do Norte, por outro, o México apresenta excelentes condições para o investimento produtivo.

 

Entre os três países, o México é que tem maior disponibilidade de mão-de-obra e custos de produção mais atrativos. Além disso, o México é um país bastante aberto, com 13 acordos comerciais que abarcam cerca de 50 países.

 

Em particular, a produção no México de componentes para a indústria automóvel, a indústria farmacêutica (para medicamentos originais), medical devices, e a agroindústria/ processamento alimentar, entrarão facilmente nas trocas comerciais da norte americanas entre si e para o exterior. Note-se que os três países representam cerca de 500 milhões de habitantes e 16 por cento do comércio mundial.

 

Outros sectores com interesse são a indústria têxtil e a extração e transformação de ferro e alumínio.

 

Acresce que a modernização do acordo de comércio entre a UE e o México que entrará em vigor em breve (as negociações foram concluídas em abril) trará maior segurança e proteção aos investimentos.

 

A tensão comercial EUA-China e atual pandemia estão a redefinir as cadeias de valor. Medidas protecionistas, proximidade geográfica, maior controlo de toda a cadeia, são fatores que irão intensificar polos produtivos regionais mais fortes e autossuficientes.

 

As empresas portuguesas que pretendam crescer no comércio mundial devem procurar ter presença produtiva no continente americano.

 

Contacte a AICEP para apoio à sua estratégia de internacionalização.

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