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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O volume de investimento em imóveis comerciais na Europa deve chegar aos 230 mil milhões de euros até ao final do ano. Isso significa que, pelo sexto ano consecutivo, mais de 200 mil milhões de euros são sido investidos em imóveis comerciais europeus.

Trata-se de uma situação sem precedentes na história do mercado de investimento europeu – refere a consultora internacional Savills que “destaca o estatuto do continente como um refúgio seguro para investimentos”.

 

Segundo a Savills, enquanto a Alemanha, o Reino Unido e a França continuarão a atrair a maior parte do investimento, está previsto que a Polónia (+ 46%), a Dinamarca (+ 38%), a Finlândia (+ 32%) e Portugal (+27 %) vejam os seus volumes de investimento comercial exceder significativamente as suas respectivas médias dos últimos cinco anos em 2019 .

 

Os maiores investidores

 

Os EUA, Singapura e Coreia do Sul, formaram os três maiores grupos de investidores não europeus em 2018, e devem continuar a dominar em 2019, diz a Savills.

 

"Em Portugal, o valor alcançado no ano 2018 (3,2 mil milhões de euros) marcou um novo recorde histórico. Para o ano 2019 e apesar de ser expectável um decréscimo no volume de investimento imobiliário, o mercado continuará a atrair investidores internacionais, que apostam agora na diversificação da sua carteira de activos, apontando para mercados mais pequenos, com boas perspectivas de retorno. A aquisição de terrenos para fins promocionais e o desenvolvimento de projectos dedicados a usos alternativos serão uma das grandes tendências para 2019. No fecho do 1º trimestre de 2019, já foram registadas algumas transacções importantes, em particular no segmento de escritórios deixando antever que será mais um ano positivo para o mercado de investimento imobiliário português" - refere Alexandra Gomes, Senior Analyst Reseach Department da Savills Portugal.

 

Lydia Brissy, Directora de European Research da Savills, por seu turno, afirma: "Os EUA mantiveram-se o principal contribuinte do mercado imobiliário europeu, respondendo por 48% do volume não-europeu registado em 2018, correspondente a 27,4 mil milhões de euros, com a França a tornar-se o seu principal destino, seguida pelo Reino Unido e pela Alemanha.

 

Simultaneamente, os investimentos de Singapura na Europa quase duplicaram, de 2,9 mil milhões de euros em 2017 para mais de 5,6 mil milhões em 2018, representando 10% do volume total no exterior e tornando-os o segundo maior grupo de investidores não europeus. Os sul-coreanos investiram 5,4 mil milhões de euros em 2018, acima dos 4,89 mil milhões de 2017, o terceiro maior grupo investidor. Embora continuem a visar escritórios em locais prime, ampliaram recentemente a sua cobertura de mercado para países não centrais, especialmente a Bélgica, Polónia, Itália, Irlanda, Dinamarca e Espanha."

 

O imobiliário como “refúgio”

 

A consultora destaca que “a diferença entre os rendimentos médios dos centros prime europeus de escritórios e as obrigações da dívida pública a 10 anos é ampla, de acordo com padrões históricos (212 pontos de base em 2018, em comparação com 185 em 2008/2009) e enquanto essa lacuna persistir, os compradores continuarão a investir em imóveis comerciais de modo a conseguir retornos mais altos num ambiente liderado pelos rendimentos.

 

Os escritórios continuarão a ser a classe de activos preferencial dos investidores, os activos industriais e de logística em toda a Europa continuam também a atrair investidores, especialmente dos EUA. As oportunidades de crescimento dos rendimentos e das rendas estão a tornar-se os dois principais impulsionadores dos rendimentos dos investidores em todos os sectores.

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