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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A retalhista espanhola reservou as terças-feiras no calendário para inaugurar as primeiras lojas em Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar. O investimento já bate nos 160 milhões, prevendo chegar às dez lojas e aos mil empregos em 2019.

A Mercadona já agendou a inauguração oficial dos primeiros quatro supermercados em Portugal, que serão também os primeiros desta empresa retalhista fora de Espanha, onde é líder de mercado com uma quota de 25%, com um intervalo de uma loja por semana durante o mês de julho, sempre às terças-feiras.

 

O primeiro espaço da cadeia em solo nacional abre portas a 2 de julho, em Canidelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, e uma semana depois, a 9 de julho, na rua Sousa Aroso, em Matosinhos. O calendário fica completo com as estreias em Vermoim (Maia) a 16 de julho e em Fânzeres (Gondomar) a 23 de julho.

 

Até ao final do ano, a empresa de Valência prevê abrir dez supermercados no país. Em março, durante a apresentação de resultados anuais, o presidente executivo, Juan Roig Alfonso, traçou como objetivo abrir, pelo menos, 150 lojas em Portugal. Arranca a operação na região Norte – a primeira loja do Porto está a ser construída na Boavista – e depois "continua a descer até Lisboa", mas não chegará à capital antes de 2021.

 

Segundo a mais recente estimativa oficial, a Mercadona já investiu 160 milhões de euros em Portugal, onde prevê chegar a dezembro com cerca de mil trabalhadores. Um número acima do previsto inicialmente, justificado em parte pela decisão de abrir os supermercados portugueses ao domingo, ao contrário das 1.600 lojas que detém do outro lado da fronteira, justificada por aqui ser o segundo dia mais rentável para o retalho alimentar, a seguir ao sábado.

 

Após duas abordagens falhadas – em 2002 desenhou um plano para avançar por Lisboa e Algarve; e volvida uma década voltou a apontar o alvo ao país, equacionando a via das aquisições –, este grupo familiar, que está a adaptar os rótulos dos produtos aos dois idiomas, anunciou em junho de 2016 a entrada em Portugal, por ser um mercado próximo em termos geográficos, culturais e logísticos, e se enquadrar "no crescimento orgânico e natural" do grupo.

 

Com o escritório central da operação portuguesa instalado no Porto, a Mercadona construiu em Matosinhos o Centro de Coinovação, um laboratório de mil metros quadrados onde está a estudar os gostos e os hábitos locais para definir o sortido de produtos em Portugal. A poucos quilómetros de distância, no Parque Industrial de Laúndos, na Póvoa de Varzim, fica o bloco logístico com uma área total de 50 mil metros quadrados, incluindo armazéns de secos, frescos, refrigerados e congelados.

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