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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo abre hoje as candidaturas a um empréstimo obrigacionista para empresas do turismo, perspectivando que esta “emissão agrupada” a sete anos atinja, pelo menos, 100 milhões de euros, com financiamento máximo de 15 milhões de euros por empresa.

“As candidaturas a esta emissão agrupada de obrigações por um conjunto de empresas do turismo estarão abertas a partir de hoje, 17 de Junho, e até 15 de Julho, perspectivando-se que a emissão atinja um montante total mínimo de 100 milhões de euros. O prazo desta emissão será de sete anos, havendo um financiamento máximo de 15 milhões de euros por empresa”, informou o Ministério da Economia em comunicado.

 

O empréstimo obrigacionista destina-se, nomeadamente, a pequenas e médias empresas (PME) e midcaps (empresas até 3.000 trabalhadores) do sector do turismo.

 

Segundo o Ministério da Economia, esta é a primeira vez que é lançado um empréstimo obrigacionista “acessível a um conjunto alargado de PME em Portugal, que será colocado junto de investidores institucionais, nacionais e internacionais”.

 

Citado no documento, o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, realçou que “este é mais um instrumento [...] ao dispor da economia, que se soma aos mais de [4 mil milhões] de euros disponibilizados às empresas ao longo desta legislatura”.

 

“É também o reflexo da melhor articulação entre as diferentes instituições financeiras do Ministério da Economia, que está na origem da criação do conselho de coordenação das instituições de financiamento à economia, na semana passada. O nosso principal objectivo é apoiar as empresas na diversificação das suas fontes de financiamento, e com esta primeira emissão no sector do turismo procuramos testar o mercado e avaliar a possibilidade de alargamento outros sectores", acrescentou.

 

Após a fase de candidaturaa, será feita uma selecção das empresas, que “terão de cumprir um conjunto de rácios económicos e financeiros”.

 

O empréstimo vai contar com uma garantia pública, através do Fundo de Contragarantia Mútuo, que vai cobrir o risco de cerca de 30% da operação.

 

“A operação será dinamizada pela Sociedade Portuguesa de Garantia Mútua e pelo Turismo de Portugal, e será avaliada por uma agência de rating internacional”, especifica o comunicado.

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