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O NEST - Centro de Inovação do Turismo apresenta hoje o plano de ação para o triénio 2019-2021 para promover a inovação no setor, em que no primeiro ano conta com um orçamento de cerca de 300 mil euros.

Em declarações à Lusa, o recém-nomeado diretor executivo da associação, Roberto Antunes, sublinhou que "neste primeiro ano de 'set-up' [configuração] o Centro tem um orçamento de 'instalação', para as primeiras iniciativas, na ordem dos 300 mil euros que decorre do financiamento dos associados".

 

O NEST é um projeto dinamizado pelo Turismo de Portugal em parceria com várias entidades nacionais e internacionais. Além do Turismo de Portugal tem como sócios fundadores a Google, Microsoft, NOS, ANA - Aeroportos, Brisa, Amadeus Portugal e os bancos BPI e Millennium BCP.

 

O diretor executivo da NEST realçou ainda que o "orçamento dos anos seguintes dependerá dos projetos que vierem a ser aprovados pela direção e assembleia-geral da Associação e outros financiamentos obtidos, nomeadamente, através de fundos comunitários".

 

Roberto Antunes lembrou que a motivação para a constituição do Centro - no terreno de forma oficial desde 18 de fevereiro -- "vem da ambição de continuar a dar este crescimento sustentável e de forma ainda mais acelerada ao setor do turismo que já pesa 14% no PIB [Produto Interno Bruto] nacional".

 

O mesmo responsável explicou que a NEST surge com o objetivo de promover a inovação na cadeia de valor do turismo, apoiando o desenvolvimento das novas ideias de negócio, a experimentação de projetos e a capacitação das empresas no domínio da inovação e da economia digital.

 

Com base nos pilares estratégicos definidos, a entidade pretende criar uma cultura de inovação e capacitar os elementos do setor para o entendimento das ferramentas digitais.

 

O diretor executivo da associação lembra que já "existe bastante inovação e iniciativa no setor", mas a NEST irá atuar naquilo a que chama de Inovação de Projeto Piloto, na qual vai olhar para todo o conteúdo já desenvolvido e, através de critérios que têm a ver com a estratégia do setor para o futuro, "avaliar a possibilidade de esses projetos terem um grande impacto no curto prazo e terem uma aplicabilidade massiva", detalhou Roberto Antunes.

 

No âmbito do plano de ação desenhado e para gerar a cultura de inovação, o Centro de Inovação do Turismo vai promover as 'Industries Calls', que são pedidos de 'briefings' para a resolução de questões para as quais ainda não existe resposta.

 

Pretende realizar conferências internas ou mesmo levar líderes do setor para conferências internacionais para que "bebam dos princípios e benefícios do que é inovar", avança a mesma fonte.

 

Serão realizados trabalhos mais práticos com 'workshops' (apresentações) nos quais se irá debater diferentes áreas como marketing, 'supply chain' (cadeia de suprimentos), desenvolvimento de produto e internacionalização para perceber como se pode inovar nestes segmentos.

 

Outra ferramenta será a realização de 'Think Tanks' que abordarão determinadas áreas do turismo, quer seja hotelaria ou turismo de natureza, de uma forma mais segmentada com as pessoas que trabalham nessas áreas e perceber quais são as barreiras e oportunidades para mais uma vez ter soluções inovadoras.

 

Para responder ao pilar da capacitação digital, a NEST pretende criar uma plataforma de 'e-learning' (ensino à distância via internet) no seu 'website' que terá uma academia com conteúdos feito à medida por vários parceiros desde universidades a agências. Também no site da associação haverá um 'marketplace' que servirá de montra das melhores iniciativas e 'startups' que existem e permitir que os membros da indústria possam encontrar soluções para responder às suas necessidades.

 

A associação irá criar uma rede de contacto com outros centros de inovação no estrangeiro para dar exposição às iniciativas e às 'startups' locais para que tenham uma projeção internacional, quer seja em feiras de turismo ou de inovação e tecnologia.

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