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CABEÇALHO

Os conflitos comerciais, as pressões financeiras e a desaceleração inesperada de economias de países mais ricos são alguns dos elementos que pesam no crescimento global.

O Banco Mundial desceu esta quarta-feira a sua estimativa para a evolução da economia global este ano devido aos conflitos comerciais, às pressões financeiras e à desaceleração inesperada de economias de países mais ricos.

 

O Banco Mundial antecipa agora que a economia global cresça 2,6% este ano, a menor expansão desde 2016 e abaixo do crescimento de 2,9% previsto em janeiro, noticia a Associated Press. A instituição reviu em baixa a previsão de crescimento das principais regiões do mundo, apesar de ter mantido a previsão para os Estados Unidos da América, de uma expansão de 2,5% em 2019.

 

Para o conjunto dos 19 países do euro, o Banco Mundial cortou a sua estimativa para uma expansão de 1,2% este ano, contra os 1,8% registados em 2018 e uma evolução que fica 0,4 pontos percentuais abaixo da previsão de janeiro (1,6%).

 

Penalizado pela guerra comercial entre a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, e a China, o comércio global deverá crescer apenas 2,6% este ano, o mais fraco ritmo de crescimento desde a crise financeira de 2008. “Ainda não estamos a clicar no botão de pânico”, afirmou Ayhan Cose, economista do Banco Mundial.

 

“Mas estamos a enviar uma mensagem” de uma desaceleração possivelmente mais profunda caso as hostilidades comerciais persistam, acrescentou o responsável do Banco Mundial, adiantando que “é tempo de os responsáveis políticos encontrarem formas de resolver as suas diferenças”.

 

O Banco Mundial antecipa que a China, a segunda maior economia do mundo depois dos Estados Unidos, cresça 6,2% este ano, o pior desempenho desde 1990. Já a economia do Japão deverá crescer 0,8%, o mesmo desempenho de 2018.

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