NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

Num cenário de saída do Reino Unido da União Europeia, a contração do PIB português pode ir de 2 a 3%. Em alguns setores a queda na exportação pode chegar aos dois dígitos, prevê estudo da CIP. A Madeira tem um factor de risco relevante, embora a relação histórica com os britânicos possa contribuir para mitigar os efeitos negativos.

As oportunidades e os desafios do Brexit são um tema em debate, hoje, nas instalações da Associação Comercial e Industrial do Funchal (ACIF), num seminário que junta representantes dos ministérios da Economia e Negócios Estrangeiros, da Autoridade Tributária e Aduaneira, da Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP).

 

Durante o encontro, vai também ser apresentado um estudo da CIP sobre os riscos associados ao Brexit para a economia Portuguesa.

 

Em antecipação, Vânia Rosa, diretora executiva da EY-AM&M aponta para um risco de exposição significativo no nosso País, com maior impacto nas empresas com maiores volumes de exportação para o Reino Unido.

 

O impacto da saída do Reino Unido da União Europeia pode representar, segundo a especialista, uma contração do PIB entre 1 a 3%. Nos setores com negócios mais intensivos com parceiros ingleses, a quebra nas exportações pode chegar aos dois dígitos.

 

No caso da Madeira, o risco de exposição é considerável, embora a ligação histórica ao mercado britânico possa garantir continuidade ao bom relacionamento, por exemplo, em setores como a exportação de vinho e bordados

 

De riscos a oportunidades, o Brexit pode também representar um aumento das quotas de mercado ou a possibilidade de explorar outros destinos. Vânia Rosa aconselha os empresários a se unirem na procura de soluções, já Ricardo Boavista Marques, da AICEP, diz que a preservação do bom relacionamento económico com os parceiros ingleses é essencial.

Partilhar