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A multinacional das energias renováveis, que adquiriu a Martifer Solar e vai inaugurar esta quarta-feira escritórios no Porto, onde ficará instalado o seu centro mundial de competências solar, está a negociar a aquisição da Helexia ao seu maior acionista.

Quase três anos depois de ter adquirido a Martifer Solar, por cerca de nove milhões de euros, a francesa Voltalia marcou para a próxima quarta-feira, 29 de maio, a abertura dos seus escritórios no Porto, na luxuosa Avenida Marechal Gomes da Costa, num espaço de 1.300 metros quadrados, onde pretende instalar o seu Centro de Competências Solar.

 

"Portugal será a base da energia fotovoltaica da Voltalia", tinha já revelado ao Negócios, em outubro passado, o CEO da empresa, Sebastien Clerc.

 

Entretanto, esta segunda-feira, em comunicado, o mesmo Sébastien Clerc anunciou que a Voltalia "está em negociações exclusivas para adquirir a Helexia, que é atualmente detida pela família Mulliez, através da Creadev, maior acionista da multinacional francesa.

"Esta aquisição está em linha com a nossa estratégia de crescimento no campo da energia solar, uma vez que a competitividade nesta área está em crescendo", afirma o gestor.

 

De acordo com o mesmo comunicado, o valor da transação "será definido por um especialista independente, com o valor final a ser liquidado pela Voltalia através de ações da empresa", devendo a operação ficar concluída no terceiro trimestre deste ano.

 

A Voltalia avança que, "em 10 anos", a francesa Helexia, que fechou o último exercício com receitas de 14 milhões de euros, "tornou-se numa referência internacional através da construção de ‘rooftops’ fotovoltaicos e eficiência energética", empregando atualmente cerca de 60 pessoas.

 

A Voltalia, que está cotada na Euronext Paris, produz e comercializa eletricidade gerada por parques eólicos, solares, hidroelétricos e de biomassa. Possui capacidade instalada de 524 megawatts (MW), operando aproximadamente 90 de energia solar em Portugal.

 

Presente em 20 países e com mais de 460 trabalhadores, dos quais 153 em Portugal, a Voltalia fechou o exercício de 2017 com uma faturação de 180 milhões de euros e lucros de 3,5 milhões.

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