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CABEÇALHO

“Temos criado cerca de dois mil empregos por ano, bem mais que os 500 que estavam previstos no nosso plano de atividade”, disse ainda. Até 2020, o acumulado deverá chegar aos 600 milhões de euros”, disse o presidente da câmara de Braga, Ricardo Rio, em entrevista ao Jornal Económico.

O presidente da câmara de Braga, Ricardo Rio, disse, em entrevista ao Jornal Económico, que a procura de investimento direto estrangeiro para a região de Braga continua a ser uma das prioridades do seu executivo – mesmo que a frente nacional não seja para descurar. Sem querer referir qualquer novo negócio concreto eventualmente em agenda, Rio afirmou que os resultados dos últimos anos são excelentes e que as perspetivas para o futuro próximo continuam em alta.

 

Em plena Semana da Economia de Braga – uma altura em que a autarquia e a InvestBraga “prestam contas da sua atividade” – “Braga duplicou a dimensão das suas exportações entre 2013 e 2018, já éramos o sexto maior conselho exportador do país.

 

As estatísticas apontam para 1,6 mil milhões em termos estatísticos, mas em termos reais atingiram os 2,1 mil milhões”.

 

“Desde 2014 até hoje, já apoiámos mais de 580 projetos de investimento, dos quais cerca de 20% são projetos internacionais e já goram concretizados cerca de 400 milhões de euros de investimento. Temos criado cerca de dois mil empregos por ano, bem mais que os 500 que estavam previstos no nosso plano de atividade”, disse ainda. Até 2020, o acumulado deverá chegar aos 600 milhões de euros.

 

Ricardo Rio disse ainda que o concelho tem vindo a perder exposição ao mercado de componentes automóveis, “o que é positivo. Serviços de apoio, empresas de base tecnológica e muitos outros setores têm procurado o concelho”.

 

O Conselho Estratégico da InvestBraga é o fórum de discussão e aconselhamento para o desenvolvimento económico e atração de investimento para Braga, que contou com a adesão de novos membros: Carlos Oliveira, ex-presidente da InvestBraga, Manuel Caldeira Cabral e ex-ministro da Economia.

 

Ricardo Rio explicou ainda o que se passa com o Estádio do Braga – um belíssimo edifício da autoria de Souto de Moura, mas que tem sido uma enorme dor de cabeça para a autarquia, que não tem como rentabilizá-lo. A opção é a venda.

 

“É dos dos casos de investimento público mais pornográficos do país, face ao investimento e ao retorno possível. Era para custar na versão revista 75 milhões de euros e acabou por custar até á data cerca de 170 milhões, com várias outra faturas pendentes e em disputa judicial. A câmara decidiu comercializar o estádio e para que isso aconteça vai legitimar politicamente a opção com um referendo local no início de 2020”.

 

“Alguém que queira reconverter o estádio, ou alguém que o queira comprar como peça de coleção”, são, para Ricardo Rio, os potenciais clientes. Talvez a Fundação Berardo? Ricardo Rio riu-se!”

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