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CABEÇALHO

Os Estados Unidos da América declararam hoje o seu apoio oficial à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) durante a conferência ministerial deste organismo, em Paris, segundo o Governo brasileiro.

"Hoje, na OCDE, os EUA expressaram de modo claro e oficial o seu apoio ao pleito do Brasil de ingressar na OCDE, uma prioridade do Presidente Jair Bolsonaro. O Brasil agradece o gesto de confiança e está pronto a trabalhar com todos os membros e secretariado no processo de acessão. Passo decisivo", refere o Ministério das Relações Exteriores do Brasil na rede social Twitter.

 

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, participa, na capital francesa, na reunião ministerial do Conselho da OCDE.

 

Também a Embaixada dos EUA no Brasil utilizou a mesma rede social para reiterar o apoio do país norte-americano ao processo.

 

"Os Estados Unidos mantêm o seu apoio ao Brasil para início do processo de adesão à OCDE, como anunciado em 19 de março, na declaração de Donald Trump e de Jair Bolsonaro", escreve a embaixada no Twitter.

 

Desde a visita oficial do chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, aos EUA, em março passado, que o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, declarou o apoio à campanha do Brasil para integrar a OCDE.

 

Bolsonaro vê agora o processo agilizado, que pode demorar anos, com o apoio formal dos Estados Unidos.

 

Desde 2007, o Brasil é parceiro da organização, mas não um membro. Dez anos depois, o país sul-americano pediu formalmente a integração na OCDE, aguardando desde então uma resposta.

 

A entrada do Brasil na OCDE implicará a sua saída do conjunto de países em desenvolvimento, o que poderá atrair um maior investimento estrangeiro.

 

Além disso, o país perderá a possibilidade de ter um tratamento especial diferenciado dado pela Organização Mundial do Comércio às nações que não são consideradas ricas.

 

No início deste mês, Donald Trump iniciou também o processo de declarar o Brasil como um aliado militar estratégico dos EUA fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

 

"Alerto-vos da minha intenção de designar o Brasil como aliado militar estratégico fora da NATO", disse o Presidente norte-americano, numa carta enviada ao Congresso.

 

"Farei essa designação como um sinal de reconhecimento dos recentes compromissos do Governo do Brasil de aumentar a cooperação de defesa com os Estados Unidos e consciente do nosso próprio interesse nacional em aprofundar a nossa cooperação de defesa com o Brasil", declarou Trump numa breve mensagem.

 

O Brasil irá tornar-se assim no segundo país latino-americano, depois da Argentina, e o 18.º do mundo a obter o estatuto de aliado militar estratégico dos Estados Unidos fora da NATO.

 

Essa denominação abre as portas para a entrega de material de defesa excedentes e à organização de manobras conjuntas com os Estados Unidos.

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