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CABEÇALHO

A consultora IHS Markit prevê que o crescimento da economia de Angola rondará os 0,5% neste e no próximo ano, e que a dívida pública será de 90,7% do PIB no final deste ano.

Na nota sobre a economia angolana, enviada aos clientes e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que "o peso do setor da dívida pública é maior que o estimado anteriormente, devendo ter chegado aos 90,7% no final do ano passado".

 

A IHS Markit acrescenta que este valor surge "na sequência da profunda depreciação do kwanza durante esse ano e a divulgação de dívidas atrasadas no valor de 2,1 mil milhões de dólares a credores financeiros estrangeiros, tal como está apontado no relatório de dezembro do FMI".

 

O peso da dívida, acrescentam, "vai continuar a crescer e a colocar pressão nas obrigações do Governo, na necessidade de liquidez externa e esforços de consolidação orçamental a médio prazo", que serão sustentados também pela diminuição da despesa pública para garantir as metas estipuladas no acordo de assistência financeira assinado no final do ano passado com o Fundo Monetário Internacional.

 

"Os esforços de tributação das receitas não petrolíferas, juntamente com cortes na despesa, devem garantir a consolidação orçamental durante este ano, em linha com os objetivos do programa do FMI", escrevem os analistas, prevendo que "a despesa de Angola vai ser diminuída nuns 8%, cerca de 1,7 mil milhões de dólares, para garantir os objetivos orçamentais".

 

Entre os principais riscos para a economia angolana, a IHS Markit elenca a descida dos preços do petróleo, o aumento do risco bancário devido à eventual subida do crédito malparado e um eventual abrandamento nas reformas do Governo.

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