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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, estará esta terça-feira na fábrica da Dow em Estarreja, que comemora agora 40 anos de atividade, concluiu um novo investimento de modernização e bateu um recorde absoluto de produção em maio.

Depois de ter concluído um recente investimento de 5,9 milhões de euros na unidade química de Estarreja, onde produz o MDI – Metil Difenil Di-isocianato – uma das principais matérias-primas utilizadas para fabricar poliuretano – a Dow Portugal bateu um recorde absoluto de produção em maio, entre os 40 anos que já está presente no mercado industrial português.

 

Trata-se de um feito relevante para o investimento da Dow em Portugal, para a atividade da multinacional na região EMEA, da Europa, Médio Oriente e África e para o polo industrial de Estarreja, o que leva os responsáveis da Dow a celebrarem amanhã, terça-feira, 18 de junho, esta ‘marca’ na presença do ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, numa cerimónia que terá início às 10h00, em Estarreja, na fábrica do grupo Dow.

 

Segundo informações prestadas ao Jornal Económico, a cerimónia, que comemora os 40 anos de atividade da Dow em Portugal, contará com a presença dos representantes da Embaixada dos EUA em Portugal, com o presidente da Dow para a área dos poliuretanos, Adriano Alfani, com o responsável máximo da Dow para a região EMEA, Neil Carr e com o diretor geral da Dow Portugal, o norte-americano Alfredo Kowalski. Estarão igualmente presentes os responsáveis pelo investimento da Air Liquide em Estarreja e da Bondalti (ex-CUF Químicos, do Grupo José de Mello).

 

A Dow Portugal, subsidiária da Dow, assume-se como líder mundial na área designada por “Ciência dos Materiais”, e produz em Estarreja o MDI – Metil Difenil Di-Isocianato, essencial para o fabrico de poliuretano, o que “confere à unidade portuguesa um lugar estratégico nesta área de negócio a nível global”, refere a empresa.

 

Com um volume de negócios superior a 47 milhões de euros em 2018, a Dow Portugal exporta perto de 98% da sua produção e gera cerca de 100 postos de trabalho diretos. Ao fim de 40 anos de aposta contínua em Portugal, manifesta a continuação do seu compromisso industrial e a manutenção de níveis de investimento que permitem modernizar o fabrico, assegurando a competitividade da sua produção e a manutenção dos postos de trabalho.

 

“A Dow entrou em Portugal em 1979, ano em que a joint venture ISOPOR lançou as bases para a produção de MDI. Depois do arranque das operações industriais, em 1982, a Dow viria a adquirir a totalidade da ISOPOR já em 1989, incluindo a unidade de produção de Estarreja, integralmente dedicada aos poliuretanos”, refere a empresa. “Em 2009, a Dow apostou novamente na unidade portuguesa, promovendo investimentos na ordem dos 250 milhões de euros para a duplicação da sua capacidade e total modernização tecnológica”, adiantou.

 

“O portefólio da Dow em materiais avançados, produtos intermédios e na área dos plásticos oferece uma ampla gama de produtos e soluções de base científica diferenciadas para os seus clientes em segmentos de elevado crescimento, tais como o das embalagens, indústria e infraestruturas e cuidados pessoais”, refere a empresa.

 

A 1 de abril passado a Dow operou uma transformação histórica. A parte da holding DowDuPont, autonomizou-se para se tornar uma empresa independente, a nova Dow, totalmente focada na “ciência dos materiais”. Com base na sua forte história, inovação e desempenho, posiciona-se agora para captar novas oportunidades de crescimento, num mercado em constante mutação. Refletindo o novo foco, passou a designar-se Dow, em vez de “The Dow Chemical Company”, e mantém a sua imagem de marca icónica: o diamante vermelho. Paralelamente, anunciou o novo posicionamento de marca, “Seek Together”, “que reflete a intenção da Dow em colocar a colaboração no centro de todas as suas atividades com os seus parceiros”, explica a empresa.

 

O novo foco da Dow é agora a ciência dos materiais, que “é um dos campos mais promissores, mas também dos mais exigentes: a ciência dos materiais dedica-se ao estudo dos materiais e das suas propriedades, com vista ao desenvolvimento de novas estruturas, de novos materiais, bem como à otimização dos existentes. Num mundo em permanente revolução tecnológica, este é um campo em acelerado crescimento”, explica a empresa. A Dow tem 113 fábricas, emprega 37 000 colaboradores em 31 países e apresentou vendas de aproximadamente 50 mil milhões de dólares.

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