NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O Governo prevê mais de mil milhões de investimentos por parte de investidores privados. Região Centro, Lisboa e Vale do Tejo recebem a maior fatia, mas Alentejo e Algarve também são contemplados.

A corrida ao solar em Portugal está prestes a começar. Os investidores podem-se inscrever a partir de 17 de junho no leilão de atribuição de potência de energia solar fotovoltaica que vai ter lugar em julho.

 

As inscrições decorrem entre o dia 17 de junho e o final deste mês, com o leilão eletrónico a ter lugar no próximo mês. As empresas que forem escolhidas através do algoritmo previsto neste leilão vão ter três anos para construir as respetivas centrais.

 

O Governo vai colocar em leilão um total de 1.400 megawatts (MW) de energia. A região centro de Portugal Continental vai receber a maioria desta nova potência (57%) num total de 795 MW. Segue-se Lisboa e Vale do Tejo com 340 MW (24,3%), o Alentejo com 185 MW (13,2%) e o Algarve com 30 MW (2,1%).

 

O Governo prevê assim um total de 1.120 milhões de euros de investimento a realizar por parte dos investidores privados para construírem estas centrais: 634 milhões de investimento vai assim ter lugar na região centro de Portugal. Já Lisboa e Vale do Tejo vai ser alvo de investimentos no valor de 266 milhões; no Alentejo os investidores deverão investir 144 milhões; no Algarve o valor de investimento deve atingir os 22 milhões de euros.

 

Esta semana, o Governo vai realizar uma sessão de apresentação deste leilão a centenas de investidores, tal como o Jornal Económico avançou na terça-feira. A sessão conta com 300 inscritos entre empresas nacionais e internacionais, de pequena e de grande dimensão, assim como fundos de investimento e escritórios de advogados.

 

“Portugal comprometeu-se com metas muito ambiciosas de penetração de renováveis até 2030 que implicam, no casos das renováveis, duplicar a nossa capacidade instalada, e, no caso do fotovoltaico, multiplicar por 10”, disse o secretário de Estado da Energia na terça-feira, 4 de junho.

 

“Esta era a altura para garantir que tínhamos um processo de licenciamento mais objetivo, transparente e previsível e também introduzir um mecanismo que permite atribuir licenças, ligação à rede e direitos de ligação à rede, garantindo que os consumidores têm o maior beneficio possível dos projetos que terão ligação a rede”, explicou João Galamba num encontro com jornalistas.

 

“No fundo é um mecanismo para garantir que a descida dos preços da produção por fotovoltaico é apropriada pelos consumidores no maior volume possível”, afirmou sobre o modelo de leilão criado pelo Governo.

 

Além dos 1.400 MW de potência que vai ser colocada a leilão, o Governo também anunciou o licenciamento de 800 MW de energia solar fotovoltaica, processos que ainda estavam a serem licenciados e que foram agora concluídos.

 

Questionado sobre porque é que o leilão de energia solar vai contemplar mais a região Centro, Lisboa e o Vale do Tejo, quando o Alentejo e o Algarve têm uma maior radiação solar, o governante apontou que estas duas regiões meridionais já estão a ser alvo da maioria do investimento contemplado na fase de licenciamento que agora terminou, os já referidos 800 MW.

Partilhar