NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

O secretário de Estado da Economia afirmou hoje que Portugal só conseguirá ter "condições para sustentar" e "expandir" o crescimento económico se existir articulação entre a produção de conhecimento e a inovação de produtos e serviços das empresas.

"Nós estamos numa situação em que, para conseguirmos organizar uma resposta aos desafios que temos pela frente, temos que, evidentemente, articular aquilo que é uma produção de conhecimento com um ciclo de inovação em produtos e serviços que sustentem a evolução das nossas empresas", afirmou o secretário de Estado da Economia.

 

João Correia Neves, que falava hoje durante a inauguração do laboratório ‘Industry and Innovation Lab’ (iiLab), no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, referiu ainda os "enormes desafios" que Portugal enfrenta para se tornar "um país mais desenvolvido".

 

Além da articulação entre a produção de conhecimento gerado nas universidades e nos centros de investigação com os ciclos de inovação das empresas, o governante avançou ser necessário um "reforço da produtividade" e uma "orientação para os mercados globais", tendo considerado o mercado nacional "limitado do ponto de vista da capacidade de dar experiência e de dar escala".

 

"Esta construção é uma construção difícil porque estamos a jogar um jogo em que os nossos concorrentes também evoluem do ponto de vista do que são os produtos e serviços", frisou.

 

Apesar de afirmar que a trajetória de crescimento económico nacional foi "razoável" e "ligeiramente superior à média da União Europeia", João Correia Neves acredita que o país "tem capacidade", quer através das instituições de investigação, quer das empresas, para "fazer uma trajetória de melhoria significativa" nos mercados internacionais.

 

"Temos uma espécie de caminho que não tem uma massa crítica tão grande quanto isso, mas que existe e que temos de explorar e expandir para termos condições para sustentar o nosso crescimento económico", salientou.

 

João Correia Neves adiantou que o "desafio" do Governo passa agora por "encontrar as soluções" que permitam, num horizonte a dez anos, criar "um alinhamento" entre as políticas públicas e os instrumentos de financiamento do Portugal 2030 que aumente a “capacidade concorrencial” do país nos mercados globais.

 

Durante a sessão de inauguração do iiLab, que decorreu no âmbito da iniciativa Demonstrador Tecnológico 'Tecnologias de Produção e Sistemas Ciber-físicos' promovida pela Agência Nacional de Inovação (ANI), o presidente da agência, José Maldonado, salientou "os enormes passos a dar" na introdução das tecnologias digitais no tecido empresarial.

 

"Se Portugal não apostar nestas tecnologias, sem dúvida que vamos ter graves problemas", referiu o presidente da ANI.

 

Na visita às novas instalações, o secretário de Estado da Economia, o presidente da ANI e mais de 50 representantes de empresas estiveram em contacto com as 13 "tecnologias avançadas" que compõem o "novo embrião" do INESC TEC e que pretendem a aproximação com a indústria 4.0.

Partilhar