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CABEÇALHO

O vice-presidente do Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) considerou hoje à Lusa que o trato de livre comércio em África vai ser "a salvação" do continente, mostrando-se convicto da inclusão da Nigéria.

"O entusiasmo é enorme, toda a gente está a falar nisso, ao mais alto nível e em todo o lado, acreditamos que esta é a salvação para África, para sairmos deste ciclo vicioso em que estamos há tanto tempo, e acho que vai acontecer mais depressa do que as pessoas pensam", vincou Amr Kamel, em declarações à Lusa no final dos Encontros Anuais do Banco Africano de Desenvolvimento, que terminaram sexta-feira em Malabo.

 

"Claro que há dificuldades, por exemplo a Nigéria, a maior economia de África, ainda não assinou, mas tinham as suas questões políticas por resolver e agora que o Presidente foi reeleito, acho que provavelmente vão entrar o tratado", disse Amr Kamel.

 

O vice-presidente executivo com o pelouro do desenvolvimento dos negócios e banca corporativa diz-se "muito otimista" com a perspetiva de implementação do acordo já no próximo mês, durante a cimeira da União Africana, acrescentando que até antecipa que a implementação do acordo aconteça "mais depressa do que as pessoas pensam".

 

O tratado, que pretende criar a maior zona de livre comércio do mundo, cumpriu a 30 de abril o limite legal para ser ratificado por um mínimo de 22 nações, embora esse número já tenha sido ultrapassado.

 

Todos os Estados africanos - exceto a Nigéria (a maior economia do continente), Benim e a Eritreia -, assinaram o acordo, e países como África do Sul, Quénia ou Egito estão entre os que já o ratificaram.

 

Na sua primeira fase operacional, o acordo de livre comércio visa eliminar as tarifas sobre 90% dos produtos de cada país, dinamizando o comércio entre as nações africanas, que agora é cerca de 17% do comércio total do continente, e em seguida será estendido aos serviços.

 

Uma vez operacional, o AfCFTA será a maior área de livre comércio no mundo, desde a fundação da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, com 1,2 mil milhões de consumidores e um produto interno bruto (PIB) combinado de cerca de 3,4 mil milhões de dólares (3% do mundo).

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