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O BCP informou esta sexta-feira o mercado de que o Bank Millennium, detida em 50,1% pelo BCP, deu ‘luz verde’ ao plano de fusão com o polaco Euro Bank.

O Banco Comercial Português (BCP) informou esta sexta-feira o mercado de que o Bank Millennium, a subsidiária polaca detida em 50,1% pelo BCP, deu ontem ‘luz verde’ ao plano de fusão com o polaco Euro Bank.

 

Em comunicado enviado esta manhã à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), banco liderado por Miguel Maya reforça a ideia de que a fusão passará pela transferência de todos os ativos e passivos do Euro Bank (como adquirido) para o Bank Millennium (como absorvente), sem um aumento do capital social. “Como resultado da Incorporação, o Bank Millennium assumirá os direitos e obrigações do Euro Bank, e o Euro Bank terminará sem processo de liquidação, e todos os seus ativos serão transferidos para o Bank Millennium”, refere a nota divulgada pelo regulador dos mercados.

 

Na semana passada, a instituição bancária portuguesa anunciou que concluiu a compra do Euro Bank, que, até então, pertencia ao francês Société Générale. “Os acionistas do Euro Bank além do Bank Millennium serão alocados e receberão ações desmaterializadas no Bank Millennium, que serão adquiridas na Bolsa de Varsóvia em negociação secundária”, clarifica agora a entidade.

 

O acordo para o BCP comprar uma participação de 99,79% no Euro Bank à Société Générale, por cerca de 428 milhões de euros (1.833 milhões de zlotys) foi tornado público a 5 de novembro. Na altura, o banco argumentou que a aquisição permitia reforçar a posição na banca polaca – tornando-o num dos seis maiores bancos na Polónia -, aumentar a base de clientes e estar presente em cidades de menor dimensão.

 

O BCP referiu ainda que estimava, cerca de dois anos depois de a operação estar concluída, que os resultados do banco polaco subissem 26% e o rácio Common Equity Tier 1 (CET1) se situasse em 15,9%. Em relação ao Millennium bcp, a operação deveria causar um impacto de -40 pontos base no rácio CET1 e de -30 pontos base no rácio de capital total fully implemented na altura da compra e fazer crescer os resultados consolidados da entidade bancária já a partir de 2020, considerando custos de integração.

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