NewDetail

AICEP
Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A plataforma "The Guardians of Alentejo" foi criada de raíz para os negócios turísticos locais e já tem 180 experiências disponíveis para reservas diretas, desde hotéis, restaurantes e tascas a roteiros de vinho ou passeios de cavalo.

Foi lançada uma nova plataforma de reservas turísticas exclusiva para o Alentejo, a" The Guardians of Alentejo", que mobiliza uma centena de empresários locais - designados de 'guardiões' e já tem disponível uma oferta com 180 experiências, que vão desde alojamentos em hotéis ou turismos rurais, até restaurantes e tascas, além de uma série de roteiros que pode consultar aqui.

 

"O que fizemos foi criar uma plataforma de reservas para agregar num único sítio toda a oferta que existe no Alentejo, para um turista perceber o que é que a região tem a oferecer e reservar os produtos que quer. E também criar uma comunidade local, pôr a trabalhar em rede os empreendedores turísticos que estão na região", explica André Roquette, fundador do movimento que considera ter "o desígnio de trazer turismo à região que seja sustentável do ponto de vista económico, mas com o foco de salvaguardar a identidade e a cultura do Alentejo e sem chegar ao ponto de descaraterização de que vemos exemplos pelo mundo fora, como em Saint-Tropez ou em Bali".

 

A tónica da plataforma "The Guardians of Alentejo" também é a de mostrar o rosto dos 'guardiões', e dar visibilidade às pequenas ofertas de turismo que existem localmente e refletem a cultura especial da região, que é marcada por "microempresas, que não têm capacidade de se promover sózinhas, sendo este 'website' uma janela direta que lhes permite chegar ao mundo, em que os turistas de qualquer lugar podem reservar instantaneamente estes roteiros".

 

André Roquette frisa que "os roteiros são feitos pelos próprios guardiões" e que a plataforma foi desenvolvida de raiz para os guardiões poderem fazer os seus produtos, cruzando-os com os dos outros. "O que estamos a fazer é ligar os anfitriões entre eles, é quase um movimento no Alentejo para reunir os empreendedores locais, que não estão ainda coordenados entre si", refere. "Quando um cliente está num hotel e pergunta o que há para fazer, o anfitrião pode adiantar as ofertas que existem em passeios a cavalo, vinhos, etc, uma vez que todos têm o produto disponível de todos".

 

A estada média é baixa "porque as pessoas não sabem o que fazer no Alentejo"

 

"Uma das coisas que identificámos é a falta de conhecimento que as pessoas têm do que há para fazer no Alentejo", adianta André Roquette. "O Alentejo sofre uma fortíssima sazonalidade, a estada média continua a ser de 1,8 dias, menos que a média nacional, porque as pessoas não sabem o que há para fazer - e há muito para fazer no Alentejo", garante.

 

"Se conseguissemos que a região subisse até à média nacional, que são 2,7 noites, seriam logo mais um milhão e 200 mil dormidas no Alentejo", constata o fundador do movimento, frisando que "mais que trazer muito mais gente ao Alentejo, o objetivo é que as pessoas que cá vêm fiquem mais tempo".

 

Os critérios de seleção dos 'guardiões' que integram a plataforma tem a ver com a "qualidade e o empenho" e não com a dimensão do projeto, e daí ter uma oferta de tasquinhas ao lado de hotéis de padrão superior. "Não importa se é o Convento do Espinheiro, o Land & Vineyards ou o Cantinho da Açorda, o importante é que sejam produtos com a identidade alentejana, e uma boa relação preço/qualidade", faz notar o responsável do movimento.

 

A plataforma "The Guardians of Alentejo" é um projeto que demorou dois anos a desenvolver, foi financiada por fundos do Portugal 2020 e envolveu um investimento dos promotores de €300 mil.

 

"A taxa de adesão dos guardiões tem sido enorme, e traz uma mudança de paradigma no Alentejo, em que todos a uma só voz são parte deste movimento de turismo sustentável", salienta Roquette. "O projeto está em crescimento, ainda é um bebé, mas tem um enorme potencial".

Partilhar