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Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal

CABEÇALHO

A portuguesa Sotécnica, detida pela Vinci Energies, que atua na área de serviços, inaugura hoje a sua nova sede, depois de um investimento de quatro milhões de euros, revelou à Lusa o seu presidente executivo, Jorge Tropa.

O investimento no edifício, em São Julião do Tojal, que a empresa alugou a um promotor (o valor foi dividido pela Vinci e pelo promotor) serviu para substituir as anteriores instalações, consideradas "obsoletas" face às exigências atuais e onde trabalham perto de 250 pessoas.

 

No total, o grupo conta com 678 colaboradores espalhados um pouco por todo o país e em Moçambique.

 

A empresa, prestadora de serviços nas áreas de energia, instalações elétricas, climatização, infraestruturas, manutenção e automação, faturou no ano passado 58 milhões de euros, um aumento de 20% em relação a 2017. Jorge Tropa acredita que este ano o volume de negócios deverá manter-se.

 

"Os dois mercados mais importantes são Portugal e Moçambique", revelou Jorge Tropa, sendo que o Médio Oriente está em crescimento na carteira do grupo.

 

Numa altura em que a Vinci está a finalizar a compra de 100% do capital da Sotécnica, o grupo tem chegado a cada vez mais mercados através da rede da multinacional, estando a colaborar em propostas para o mercado francês, canadiano, alemão, brasileiro e chileno, entre outros.

 

Na área dos edifícios "dado o bom período atual, há investimentos de alguma monta em Portugal e temos um 'pipeline' interessante a acompanhar a dinâmica de mercado", destacou ainda Jorge Tropa.

 

Com a entrada na Vinci, a Sotécnica "permite-se hoje ter mais capacidade de financiamento para a aquisição de produtos e clientes para projetos de maior dimensão. O nível de rigor é mais apertado", apontou o responsável, explicando que o grupo manteve a sua identidade e gestão, mesmo depois da aquisição.

 

A empresa participou em vários projetos emblemáticos em Portugal, incluindo o MAAT (Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia), a Gare do Oriente, os edifícios da Polícia Judiciária e da Fundação Champalimaud, ou o Aeroporto Sá Carneiro.

 

"No estrangeiro, são de referir, por exemplo, as intervenções na sede do Banco de Moçambique, diversas obras em Angola e uma longa lista de ações noutros países, por exemplo em aeroportos no Brasil", segundo informação enviada pela empresa.

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