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“As 1.744 empresas de elevado crescimento têm uma contribuição para o crescimento da economia muito superior ao seu número. Para além do emprego, entre 2014 e 2017 estas empresas representaram 16% do crescimento do volume de negócios do tecido empresarial”, lê-se no estudo.

O número de Empresas de Crescimento Elevado (ECE) e o emprego criado por estas empresas atingiram os valores mais elevados desde 2009, avança a Informa D&B.

 

O último ciclo analisado pela Informa D&B (2014-2017), mostra 1.744 ECE, mais 169 do que no período anterior (2013-2016).

 

Em relação ao emprego, apesar de representarem 0,55% das empresas do tecido empresarial, as ECE são responsáveis pela criação de 12,2% da totalidade do novo emprego. No final de 2017 as ECE foram responsáveis pela criação de 102.759 novos postos de trabalho, quase mais 13 mil do que no final de 2016.

 

O número de empresas Gazela (ECE com 5 ou menos anos) está a crescer desde 2014, mas ainda não atingiu os valores de 2009. A percentagem de empresas Gazela entre as ECE tem vindo a reduzir-se, sendo de 12% no último período analisado, o registo mais baixo desde 2009.

 

Apesar do aumento do empreendedorismo em Portugal, esta redução das Gazelas deve-se ao facto da maioria das novas empresas serem de dimensão muito reduzida, concentrando-se em setores com poucas ECE, explica a Informa D&B.

 

O estudo revela ainda que as ECE contribuíram com 16% do total do crescimento do volume de negócios.

 

“As 1.744 ECE identificadas pela Informa D&B têm uma contribuição para o crescimento da economia muito superior ao seu número. Para além do emprego, entre 2014 e 2017 estas empresas representaram 16% do crescimento do volume de negócios do tecido empresarial”, lê-se no estudo.

 

Há ainda a destacar que a maioria das ECE são empresas adultas (entre 6 e 20 anos), de capital nacional, com este capital a ser propriedade dos gestores em 70% dos casos. Sendo que mais de metade (51%) são exportadoras.

 

Quanto à sua dimensão, são maioritariamente PME,” embora o seu grande dinamismo tenha consequências significativas no aumento da sua dimensão: no início deste período, a quase totalidade (88%) das ECE eram de pequena dimensão; mas durante o período de crescimento elevado, quase 30% das ECE subiram de escalão, com 445 empresas a passaram a médias empresas e 69 a chegarem à dimensão de grande empresa”, revela a Informa D&B.

 

De acordo com Teresa Cardoso de Menezes, diretora geral da Informa D&B, “as ECE têm uma forte capacidade de adaptação. A percentagem de ECE no tecido empresarial e a sua contribuição para a criação do emprego mantêm-se semelhantes ao longo dos vários períodos. As taxas de crescimento de empregados e mesmo de volume de negócios continuam a ser muito elevadas (o que significa que as ECE, mesmo em épocas de crise, não perdem importância). É muito interessante verificar que, mesmo em período de recessão, as ECE continuam a crescer a velocidades impressionantes”.

 

“O rápido crescimento torna as ECE empresas potencialmente interessantes para outras empresas”, diz a análise que especifica que este interesse é por um lado, para investidores, que poderão ver no crescimento acelerado das ECE uma forma mais segura e rápida de rentabilizar esses investimentos; e por outro lado, também para empresas que procuram constituir com as ECE parcerias de negócios, já que é expectável que o crescimento acelerado das ECE contagie todo o universo de empresas que trabalham com elas, na mesma cadeia de valor.

 

As ECE estão presentes em todos os setores de atividade. Mais de um quarto pertence ao setor da Indústria (389), sobretudo das áreas do têxtil e da moda, seguido da Construção (268) e dos Serviços empresariais (203). Face aos números de 2009, a Indústria cresceu 59% em número de ECE, ultrapassando o setor da Construção. Mas o maior crescimento registou-se no setor do Alojamento e restauração, que duplicou o número de ECE desde 2009, ocupando agora o 4º lugar com 184 empresas.

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